Vinte e cinco estados dos EUA acionaram a Justiça contra o governo Donald Trump por causa da nova rodada de tarifas impostas a parceiros comerciais. Segundo a ação, a Casa Branca teria extrapolado sua autoridade ao usar a suposta falta de ação contra o trabalho forçado como justificativa para sobretaxar importações.
As medidas, que variam de 10% a 12,5%, atingem cerca de 60 economias, incluindo a União Europeia. O argumento do governo é que esses países não fiscalizam de forma suficiente cadeias de produção ligadas a trabalho forçado, mas os autores da ação afirmam que a política tarifária serve, na prática, para substituir restrições anteriores que já haviam sido derrubadas pela Justiça.
As novas cobranças entraram em vigor em 24 de julho, no mesmo momento em que expirou uma tarifa temporária de 10% adotada após a derrubada, pela Suprema Corte, de um pacote tarifário anterior. Para os estados, a sequência de medidas mostra uma tentativa de contornar limites legais e manter pressão comercial sobre países parceiros.
O caso amplia a frente de disputa aberta contra a política comercial de Trump e pode ter reflexos além dos tribunais. Se o embate avançar, empresas, importadores e consumidores podem voltar a sentir impacto direto em custos, contratos e planejamento de compras em meio a um ambiente de incerteza nas trocas internacionais.
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