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Por que o laser de CO2 voltou a bombar nos consultórios

Redação Recifes
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Por que o laser de CO2 voltou a bombar nos consultórios
Foto: Anna Shvets / Pexels

Foto: Divulgação

O laser também deixou de ser uma tecnologia exclusivamente facial. Hoje pode ser utilizado em protocolos para estrias, cicatrizes de acne, cicatrizes cirúrgicas e alterações de textura em diferentes regiões do corpo. “A tendência é individualizar cada vez mais o resurfacing. Não existe uma única configuração de CO₂ que seja adequada para todos os pacientes”, afirma Bechara.

Segundo ele, a avaliação da qualidade da pele, do fototipo, do grau de envelhecimento e do tempo de recuperação que o paciente pode ter são determinantes para definir o protocolo.  Eu mesma optei pelo modo mais suave, já que não queria sair com vermelhidão intensa: a recuperação foi extremamente tranquila, no dia seguinte, foi possível tocar a rotina normalmente, apenas com maquiagem (e muito filtro solar!)

A mesma lógica aparece no retorno da radiofrequência. A tecnologia é antiga, mas os aparelhos coreanos trouxeram novos sistemas de entrega de energia, monitoramento da impedância e controle da temperatura. Entre os equipamentos que ganharam espaço estão o Oligio e o Volnewmer. Estudos clínicos já avaliaram a utilização desses equipamentos para melhora de flacidez, rugas e textura.

O Oligio utiliza radiofrequência monopolar para aquecer a derme e conta com sistemas de resfriamento destinados a proteger a superfície da pele durante a aplicação. O Volnewmer segue o mesmo princípio de aquecimento, mas utiliza resfriamento contínuo por água e monitoramento da impedância para controlar a entrega de energia.

A chamada “onda coreana” também mudou a maneira como a radiofrequência é incorporada aos protocolos. Em vez de ser utilizada apenas como tratamento isolado de flacidez, ela pode fazer parte de uma estratégia de manutenção da qualidade da pele, muitas vezes combinada a outras tecnologias.

Para Victor Bechara, o avanço mais importante está na possibilidade de trabalhar com diferentes intensidades e objetivos. “Hoje podemos pensar tanto em tratamentos mais intensos para pacientes com maior grau de envelhecimento quanto em protocolos mais leves, realizados periodicamente, para manutenção da qualidade da pele.”

Outra mudança importante é a combinação entre tecnologias. O CO₂ pode ser associado a drug delivery, por exemplo, aproveitando os microcanais produzidos pela ablação para favorecer a aplicação de determinadas substâncias tópicas. Também pode integrar protocolos que utilizam bioestimuladores ou tecnologias de radiofrequência e ultrassom, desde que a combinação seja indicada e planejada pelo médico. No consultório do doutor Victor Bechara, após o CO2, há aplicação de PDRN (conhecido como DNA de salmão), que tem efeito regenerativo.

“A associação não significa necessariamente fazer tudo ao mesmo tempo. Em muitos casos, o benefício está justamente em organizar as tecnologias em diferentes momentos, de acordo com a resposta da pele e com o objetivo de cada etapa”, ensina o dermatologista. O laser de CO₂ também vem sendo utilizado junto à cirurgia plástica, no próprio centro cirúrgico. “Estamos caminhando para tratamentos cada vez mais seguros, customizados e planejados e essa é, na minha opinião, a grande evolução da dermatologia”, sentencia o médico.

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Artigo originalmente publicado em harpersbazaar.uol.com.br
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